A superintendente de Saúde de Itapecerica da Serra, Simone da Luz, esclareceu no início da semana a situação da médica envolvida em uma confusão registrada no Pronto-Socorro Central. O caso ganhou repercussão após familiares de uma criança denunciarem uma suposta agressão durante atendimento pediátrico no final da tarde de quinta-feira (12). Relembre

Em entrevista ao Click Regional, concedida à jornalista Karen Santiago, Simone afirmou que a médica citada é a pediatra Dra. Astrid, que possui dois vínculos com o município.

Segundo a superintendente, a profissional atuava no Pronto-Socorro por meio de contrato de pessoa jurídica com a empresa responsável pelo serviço médico e também é funcionária pública concursada da rede municipal há cerca de 18 anos.

De acordo com Simone, após o ocorrido, a Autarquia Municipal de Saúde foi informada do caso e a equipe se dirigiu imediatamente à unidade para acompanhar a situação.

“No mesmo momento do ocorrido, eu me direcionei ao Pronto-Socorro. Eles já estavam no pátio da emergência se direcionando à delegacia para fazer um boletim de ocorrência. Nós acolhemos o munícipe e ouvimos o relato”, afirmou.

Afastamento do plantão

A superintendente explicou que, ainda no momento da ocorrência, a médica deixou o plantão no Pronto-Socorro. A decisão de afastá-la do atendimento na unidade partiu da empresa responsável pelo contrato médico.

“Ela foi desligada do plantão naquele momento, até pelo ocorrido e pelo estresse. A empresa, por meio do coordenador médico, já tomou essa conduta”, disse.

Atualmente, segundo Simone, a pediatra não presta mais atendimento no Pronto-Socorro Central.

Processo administrativo

Apesar do afastamento da escala do Pronto-Socorro, a médica continua exercendo suas funções como servidora concursada do município. Conforme a superintendente, ela segue atendendo pacientes em uma unidade básica de saúde.

“Hoje ela não presta mais serviço no Pronto-Socorro através da empresa. Pela Autarquia ela ainda continua prestando serviço por ser funcionária pública e ter todo um trâmite administrativo a percorrer”, explicou.

O caso foi encaminhado ao Departamento Jurídico da Autarquia e à Comissão de Apuração Preliminar, que deverá ouvir a médica e demais envolvidos para esclarecer os fatos.

“Ela será chamada para uma apuração preliminar, até mesmo para ter o direito à voz e relatar como ocorreu também”, afirmou Simone.

Versões diferentes

Sobre a denúncia de agressão contra a criança, Simone disse que ainda não há confirmação oficial.

Segundo ela, até o momento existem apenas versões diferentes sobre o ocorrido: o relato da família e a versão da médica.

“Nós não temos imagens que confirmem uma agressão à criança. Temos a fala dos pais e a fala da doutora, que é contrária a isso. Como foi feito boletim de ocorrência, provavelmente haverá investigação para apurar os fatos”, afirmou.

O caso segue em apuração administrativa e também poderá ser analisado pela Justiça, devido ao registro do boletim de ocorrência pelos familiares.

A reportagem do Click Regional continua acompanhando o caso. O espaço permanece aberto para manifestações das partes envolvidas.