A invasão e vandalismo na Escola Estadual Gertrudes Eder, no Jardim Valo Velho, reforçam um problema que tem se repetido em Itapecerica da Serra e impactado diretamente a rotina escolar.
Localizada na avenida Soldado PM Gilberto Augustinho, 2100, a unidade foi alvo de criminosos que deixaram um cenário de destruição. Segundo informações apuradas pelo Click Regional, foram levados hidrante, mangueiras, computadores, televisores e fios. Além disso, pias foram quebradas dentro da escola. Funcionários encontraram a escola dessa maneira ao chegarem para trabalhar nesta segunda (23).
Com os danos, a unidade está sem água e sem energia elétrica, o que levou à suspensão das aulas nesta segunda-feira (23), prejudicando alunos e toda a comunidade escolar.
O caso se soma a outros episódios semelhantes registrados recentemente em escolas como Professor Porcino Rodrigues e Sophia Maria Januária Amaral. A repetição dessas ocorrências evidencia um cenário que tem afetado o funcionamento das unidades e interrompido o processo de aprendizagem.
Mais do que os prejuízos materiais, os impactos recaem diretamente sobre os estudantes, que enfrentam mudanças na rotina e perda de dias letivos. Professores e funcionários também lidam com as consequências dessas situações, que comprometem o ambiente escolar.
Diante da frequência dos casos, cresce a expectativa por medidas de segurança que preservem a estrutura das escolas, evitando que novos episódios tragam ainda mais prejuízos à educação e também que garantam a continuidade das atividades.
Mais de mil alunos da Escola Estadual Gertrudes Éder, no Valo Velho, em Itapecerica da Serra, seguem sem aula nesta quinta-feira (23), ampliando os prejuízos no período de fechamento de bimestre. A reportagem apurou que esta já é a oitava vez que a escola é alvo de furtos, evidenciando um problema recorrente de segurança.
A suspensão das atividades na quarta-feira (22) foi inicialmente atribuída a uma manutenção elétrica. No entanto, a apuração da reportagem indica que a última invasão ocorreu durante o feriado de Tiradentes, antes da interrupção das aulas, o que levanta questionamentos sobre a cronologia apresentada oficialmente.
Além da paralisação das aulas, os prejuízos vão além da estrutura elétrica. Há também impacto direto na rotina escolar, incluindo possível perda de alimentos perecíveis e o furto de equipamentos essenciais, como televisores, retroprojetores, fiação e ventiladores.
Diante da gravidade, o vice-prefeito Allan Dias esteve na unidade e publicou um vídeo nas redes sociais, classificando a situação como “inaceitável” e cobrando medidas. "Estamos aqui para unir forças, somar esforços para que junto com o estado possamos coibir esses furtos. Roubaram toda a fiação, retroprojetor, televisores. A Prefeitura de Itapecerica da Serra se coloca a disposição do estado para coibir esses atos nessa escola e nas demais escolas da cidade", afirmou.
A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo informou que a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) foi acionada para os reparos, com prazo de até 30 dias.
A sequência de informações, no entanto, levanta dúvidas entre pais e responsáveis sobre a real dimensão do problema e a transparência na comunicação com a comunidade escolar.
Na prática, os alunos seguem sendo diretamente impactados, acumulando dias sem aula, situação que já havia ocorrido em episódios anteriores.
A repetição dos casos, os prejuízos materiais e a interrupção das atividades em momentos importantes do calendário reforçam a cobrança por medidas mais eficazes de segurança e respostas mais rápidas por parte do poder público.
Reunião
O diretor estadual, professor Elias, e o coordenador da subsede de Itapecerica da Serra, Brito, estiveram na Unidade Regional de Ensino (URE) para cobrar esclarecimentos sobre a situação da escola estadual Gertrudes Eder, localizada no Valo Velho.
Durante a visita, eles foram recebidos inicialmente pela supervisora de plantão, que os encaminhou à assessoria da coordenação regional — representada por Márcia — e também ao responsável pelo setor de obras, Robson.
Segundo as informações repassadas, uma empresa já foi contratada e atua no local com obras emergenciais. A previsão é de que as aulas sejam retomadas na próxima segunda-feira, caso os trabalhos avancem conforme o esperado.
As lideranças também cobraram o reforço da segurança física da unidade, com medidas que dificultem novas invasões, além de questionarem a reposição das aulas não realizadas e a condução do ensino remoto durante o período de paralisação.
Outro ponto levantado foi a necessidade de atuação da Secretaria de Segurança Pública para garantir a proteção da escola e o avanço nas investigações sobre os crimes registrados no local.
Uma nova reunião deve ocorrer ainda nesta quinta-feira, caso haja disponibilidade, para atualização das medidas em andamento. As informações serão divulgadas assim que houver novos desdobramentos.
O Governo do Estado de São Paulo reconheceu o avanço da alfabetização em 2025 e premiou escolas municipais de Itapecerica da Serra, Embu-Guaçu, Juquitiba e São Lourenço da Serra com o Prêmio Excelência Educacional, dentro do programa Alfabetiza Juntos SP.
Ao todo, essas cidades da região receberam juntas R$ 119,2 mil em recursos, destinados diretamente às unidades de ensino que atingiram as metas estabelecidas pelo Índice de Excelência Educacional (IEE).
Itapecerica da Serra
Duas escolas municipais foram contempladas:
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EM Elias Daher Prefeito, no Santa Júlia — R$ 38.300,00
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EM Lenice Lopes Simioni, Aldeinha — R$ 9.900,00
Total para o município: R$ 48.200,00
Embu-Guaçu
Duas unidades receberam o prêmio, com destaque estadual:
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EM Bairro Lagoa Grande — R$ 9.500,00
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EM Eurides José Amorim — R$ 5.600,00
Total: R$ 15.100,00
A escola do bairro Lagoa Grande foi destaque no evento estadual ao superar em 14% a meta prevista, sendo uma das melhores entre cidades de pequeno porte.
Juquitiba
Três escolas foram premiadas:
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EM Fonte das Águas Claras — R$ 19.000,00
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EM Altamiro Pinto de Moraes — R$ 11.000,00
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EM Tereza Togno Comolatti — R$ 6.700,00
Total: R$ 36.700,00
São Lourenço da Serra
Três unidades também atingiram as metas:
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EMEF Mario Fischer — R$ 12.200,00
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EMEF Bairro Fazenda Vitória — R$ 3.300,00
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EM Paulo Francisco Eufrásio — R$ 3.700,00
Total: R$ 19.200,00
Como funciona o prêmio
O reconhecimento é baseado no desempenho das escolas no Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo, considerando:
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Desempenho em língua portuguesa e matemática (2º e 5º anos)
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Taxas de aprovação, reprovação e evasão
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Evolução das notas
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Realidade social e complexidade da escola
Cada unidade que atinge sua meta recebe R$ 100 por aluno matriculado.
Investimento e impacto
Nesta edição, o Governo de São Paulo destinou R$ 32,5 milhões ao prêmio, contemplando 1.111 escolas em 411 municípios.
Durante o evento no Memorial da América Latina, o governador Tarcísio de Freitas destacou a importância da alfabetização na base do ensino: “Se investirmos na alfabetização na idade certa, vamos formar alunos mais preparados para os desafios futuros.”
Destaque regional
O resultado reforça um avanço importante na educação básica nas cidades do sudoeste da Grande São Paulo, com escolas superando metas mesmo em contextos de maior vulnerabilidade.
O reconhecimento também evidencia que investimento, acompanhamento pedagógico e foco na alfabetização têm gerado resultados concretos nas redes municipais da região.
Avanço na aprendizagem
Os dados do Saresp mostram melhora no desempenho dos alunos da rede municipal:
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Português (2º ano): aumento de 7,3 pontos
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Português (5º ano): +5,6 pontos
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Matemática (2º ano): +15 pontos
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Matemática (5º ano): +9,8 pontos
Foto divulgação google maps
Mais de mil alunos da Escola Estadual Gertrudes Éder, no Valo Velho, em Itapecerica da Serra, não terão aula nesta quarta-feira (22), logo após o feriado prolongado e em pleno fechamento de bimestre, um dos períodos mais importantes do calendário escolar.
A justificativa oficial é de manutenção elétrica. No entanto, a interrupção expõe um problema que vai além de um reparo pontual.
A unidade já havia sido alvo de ao menos duas invasões em menos de 15 dias, com registros de furtos e danos à estrutura. Na ocasião, os alunos também ficaram sem aula, acumulando prejuízos pedagógicos que agora se repetem.
Diante da sequência de ocorrências, pais e responsáveis passaram a questionar se a escola pode ter sido novamente alvo de ação criminosa. Até o momento, porém, não há confirmação oficial de novos furtos relacionados à interrupção desta quarta-feira.
Apesar de a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo afirmar, em nota ao Click Regional, que os casos foram registrados e que a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) foi acionada para os reparos, a previsão de até 30 dias para conclusão dos serviços levanta questionamentos sobre a agilidade das respostas diante de um problema recorrente.
Na prática, estudantes seguem sendo impactados por falhas na segurança e na manutenção da unidade, sem garantias claras de que o calendário escolar será cumprido sem novos prejuízos.
A Secretaria informa que a escola segue com funcionamento parcial e que foi solicitado reforço no patrulhamento na região. Ainda assim, pais e responsáveis relatam preocupação com a repetição dos problemas e cobram medidas mais efetivas.
O caso reacende o debate sobre segurança nas escolas e a capacidade de resposta diante de ocorrências que afetam diretamente o direito dos alunos à educação.
