A discussão sobre o novo Estatuto da Guarda Civil Municipal (GCM) de Taboão da Serra ganhou novos desdobramentos nesta semana. Após a expectativa de votação na Câmara Municipal, guardas foram até o Legislativo, mas a proposta não entrou em pauta devido à necessidade de ajustes no texto.
Diante do adiamento, os agentes se dirigiram até a Prefeitura, onde foram recebidos pelo prefeito Engenheiro Daniel. Segundo relatos obtidos pelo Click Regional, o encontro ocorreu na terça-feira (31), no gabinete, e reuniu representantes da categoria e membros do governo.
De acordo com apuração, a reunião foi considerada positiva e surpreendeu parte dos presentes, principalmente pela abertura ao diálogo. Os guardas apresentaram demandas relacionadas ao novo Estatuto, que prevê mudanças no plano de cargos, carreiras e vencimentos da corporação.
Em nota, a Prefeitura informou que os GCMs não estão em greve e confirmou que o encontro teve como objetivo discutir o projeto. Participaram também os secretários de Segurança Pública, Luis Peniche, de Governo, Dr. Paulo Silas, e de Administração, Adelço Bührer Jr.
Ainda segundo o posicionamento oficial, a gestão municipal afirma que vem realizando estudos para valorização do funcionalismo e que a revisão do Estatuto da GCM é uma das prioridades em andamento.
Segundo apuração do Click Regional, a votação do projeto deve ocorrer no dia 14 de abril, após a conclusão dos ajustes no texto.
O caso segue sendo acompanhado, já que o Estatuto é considerado uma das principais pautas da categoria neste momento.
O caso que mobilizou forças de segurança e causou forte repercussão em Itapecerica da Serra ganhou novos desdobramentos após a conclusão do inquérito policial. Além de admitir que inventou o suposto sequestro seguido de abuso sexual, a mulher não indicou ninguém como suspeito durante a investigação. A reportagem do Click Regional teve acesso, com exclusividade, a imagens de câmeras de segurança que reforçam as contradições no relato inicial.
Os vídeos mostram a mulher chegando a um posto de gasolina na madrugada do dia 29 de dezembro — mesma data em que teria ocorrido o suposto crime na rotatória da rodovia Armando Sales [sentido Lagoa], pouco antes das imagens. O estupro teria ocorrido em estrada de terra no Potuverá.
Nas gravações, ela desce do carro sozinha, caminha até a loja de conveniência e compra bebidas alcoólicas. Em nenhum momento aparenta estar sob ameaça, coagida ou acompanhada por terceiros. O comportamento registrado também não indica a presença de criminosos dentro do veículo, como havia sido relatado inicialmente.
Outro ponto que chamou a atenção durante a apuração é que o dinheiro que estaria com a mulher na ocasião não foi localizado.
Como já havia sido revelado, laudos periciais não identificaram qualquer indício de violência sexual ou sinais compatíveis com abuso. Diante das evidências, a própria mulher voltou atrás e afirmou que não sofreu nenhum tipo de violência, admitindo que criou a história. A informação foi confirmada pelo delegado titular, Vitor Santos de Jesus.
A motivação para a falsa comunicação não foi esclarecida durante o depoimento.
Com a conclusão das investigações, o inquérito foi encaminhado à Justiça. O caso pode ser enquadrado no crime de falsa comunicação, previsto no Código Penal, que trata de acionar autoridades para apurar um fato que não ocorreu.
Comprar veículos por redes sociais exige cautela redobrada; caso recente na Estrada Kizaemon Takeuti terminou com prejuízo de R$ 7 mil e apreensão de moto clonada.
O sonho da mobilidade própria tem se tornado um pesadelo para muitos moradores da região. Atraídos por preços competitivos em plataformas como o Facebook Marketplace, compradores acabam caindo em esquemas de "veículos dublês" (clonados). O prejuízo não é apenas financeiro: o cidadão corre o risco de ser detido por receptação e perder todo o investimento feito.
Criminosos utilizam táticas comuns para enganar compradores de boa-fé:
Preços atrativos: Valores abaixo da tabela Fipe para gerar urgência.
Transferências para terceiros: O pagamento via PIX é solicitado em nome de pessoas que não são as proprietárias oficiais do veículo.
Encontros em locais públicos: Negociações finalizadas na rua, sem a realização de laudos cautelares ou passagens por vistorias credenciadas.
Caso Real: Prejuízo de R$ 7 mil no Jd. Clementino
Um exemplo recente desse perigo ocorreu no último domingo (29), em Taboão da Serra. Uma mulher, que circulava com uma motocicleta Honda PCX prata, foi abordada pela Guarda Civil Municipal (GCM) na Estrada Kizaemon Takeuti.
Durante a fiscalização, os agentes descobriram que a placa instalada pertencia a outro veículo legalizado, mas o chassi real da moto indicava que ela era produto de furto.
Na delegacia, a proprietária atual explicou que havia comprado o veículo em janeiro, pagando R$ 7.000,00 após ver um anúncio online. O vendedor, identificado apenas por um apelido, entregou a moto próximo a uma padaria e apresentou documentos falsos. No final, a compradora ficou sem o dinheiro e sem o veículo, que foi apreendido para ser devolvido à seguradora.
Como não ser a próxima vítima
Para quem pretende adquirir um veículo usado, especialistas e autoridades recomendam:
Exija o Laudo Cautelar: Nunca feche negócio sem que uma empresa credenciada verifique a originalidade do chassi e do motor.
Cheque a Documentação: Verifique se o nome do recebedor do dinheiro é o mesmo que consta no documento do veículo (CRV).
Duvide de facilidades: Se o valor estiver muito abaixo do mercado e o vendedor tiver pressa, desconfie.
A ocorrência foi registrada no 1º D.P. de Taboão da Serra, e as mulheres envolvidas foram liberadas após comprovarem que agiram por ingenuidade, mas o prejuízo financeiro dificilmente será recuperado.
Uma ação da Guarda Civil Municipal (GCM) de Taboão da Serra resultou na prisão de um suspeito envolvido em um roubo de carga, na quinta-feira (2). A ocorrência mobilizou equipes após informações de que um veículo estaria ligado ao crime e circulava pela cidade.
De acordo com o que foi apurado, as equipes da GCM receberam alerta via rádio sobre um carro que teria participado de um roubo de carga momentos antes. Durante as buscas, um caminhão de uma empresa de bebidas foi localizado na Rua Cerro Largo, já sem a carga.
Em paralelo, outro grupo de agentes encontrou o veículo suspeito trafegando pela Estrada Kizaemon Takeuti. Ao perceber a aproximação da viatura, os ocupantes fugiram, iniciando um acompanhamento por cerca de cinco minutos. Os suspeitos abandonaram o carro e correram por vielas da região, entrando em residências.
Durante a fuga, um dos indivíduos deixou cair um equipamento bloqueador de sinal, utilizado para impedir o rastreamento de cargas, prática comum nesse tipo de crime.
Prisão após denúncia
Após denúncia anônima, os agentes localizaram um dos suspeitos escondido em uma residência próxima. Ele tentou fugir pelos telhados, mas foi cercado e detido. Segundo os guardas, ele seria o mesmo indivíduo que havia fugido momentos antes durante a perseguição.
O suspeito foi levado à delegacia, onde permaneceu em silêncio e solicitou que sua prisão fosse comunicada a um familiar.
Como aconteceu o crime
As vítimas relataram que foram abordadas enquanto estavam paradas em um semáforo na Avenida Rotary. Um indivíduo entrou no caminhão e anunciou o assalto, ordenando que não reagissem.
Sob ameaça, o motorista foi obrigado a dirigir por um trajeto até ser substituído por outro criminoso. Em seguida, ele e o ajudante foram transferidos para um carro e mantidos sob domínio dos suspeitos por cerca de uma hora, enquanto a carga era retirada.
Depois, ambos foram abandonados em outro ponto da região.
Veículo roubado e indícios do crime
O carro utilizado pelos suspeitos estava com placas adulteradas e, após verificação, foi constatado como produto de roubo. Além disso, o equipamento bloqueador apreendido reforça a suspeita de atuação organizada na prática de roubos de carga.
O caso segue sob investigação para identificar e prender os demais envolvidos.
