Karen Santiago
Karen Santiago
Passageiros da Linha 5-Lilás viveram momentos de tensão no início da noite desta terça-feira (02) após a escada rolante da Estação Capão Redondo apresentar falha e ter parte da estrutura danificada. O incidente ocorreu por volta das 18h, justamente no horário de maior fluxo de usuários.
Segundo relatos de passageiros que estavam no local, a situação ocorreu após uma superlotação provocada por uma falha na Estação Chácara Klabin, que acabou refletindo em toda a linha. Com o aumento repentino de usuários na zona sul, a escada rolante da estação terminal não suportou a pressão e parte dos degraus se soltou, deixando o equipamento parcialmente aberto e gerando risco de queda.
Imagens gravadas no momento mostram a escada travando e parte do mecanismo metálico abrindo, fazendo com que pessoas precisassem recuar rapidamente para evitar acidentes. Uma mulher se feriu sem gravidade e de acordo com a ViaMobilidade recusou atendimento.
A ViaMobilidade, concessionária responsável pela Linha 5-Lilás, foi procurada pela reportagem do Click Regional para prestar esclarecimentos e afirmou em nota: "A ViaMobilidade informa que uma escada rolante apresentou falha técnica na estação Capão Redondo, da Linha 5-Lilás, e foi imediatamente paralisada pelo sistema de segurança. O equipamento está isolado para manutenção".
O episódio reacende críticas envolvendo falhas operacionais e problemas estruturais na linha, que já acumula reclamações frequentes de passageiros sobre atrasos e interrupções.
A reportagem segue acompanhando o caso e atualizará as informações assim que houver posicionamento oficial da concessionária.
Karen Santiago
Uma convocação de paralisação nacional dos caminhoneiros prevista para esta quinta-feira (4/12) ganhou repercussão nesta semana após declarações públicas do líder da União Brasileira dos Caminhoneiros (UBC), Francisco Dalmora Burgardt — conhecido como Chicão Caminhoneiro — e do ex-desembargador Sebastião Coelho. Apesar do anúncio, a mobilização enfrenta forte contestação interna e ainda não conta com apoio formal das principais entidades representativas do setor.
Convocação formal e apoio jurídico ao ato
O anúncio foi feito por Chicão Caminhoneiro, que informou ter protocolado uma ação para dar “base legal” ao movimento, ao lado de Sebastião Coelho, aliado político do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo eles, a paralisação teria como pauta:
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estabilidade contratual para caminhoneiros;
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garantia do cumprimento da legislação existente;
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reestruturação do Marco Regulatório do Transporte de Cargas;
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aposentadoria especial com 25 anos comprovados de trabalho.
“Estaremos protocolando o movimento para trazermos a legalidade jurídica dessa ação que vamos iniciar a partir do dia 4 de dezembro. Doutor Sebastião Coelho estará conosco, nos acompanhará. Teremos todo o suporte jurídico necessário para o ato e dentro da legalidade que a lei estabelece”, declarou Chicão.
Em pronunciamento, o representante reforçou ainda que o ato não seria político, mas sim uma “luta por melhorias para a classe”.
Organizadores dizem que não pretendem bloquear estradas
Segundo Coelho e Chicão, o movimento buscaria respeito às normas legais e não teria objetivo de impedir o ir e vir.
“Não podemos impedir o direito de ir e vir das pessoas. Temos que respeitar toda a legislação imposta à categoria para permitir o livre trânsito. Esse movimento é de caminhoneiros, guerreiros, lutadores”, afirmou Chicão em vídeo divulgado nas redes.
Contrapontos: entidades repudiaram e negam participação
Apesar da repercussão do anúncio, as principais entidades de representação dos caminhoneiros autônomos negam adesão, reforçando que não reconhecem a paralisação como oficial.
1. FETRABENS (São Paulo) divulga nota oficial
A Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Cargas do Estado de São Paulo afirmou que:
“Até o presente momento, a FETRABENS não participa, não convoca e não tem qualquer deliberação institucional envolvendo paralisação, greve geral ou mobilização no dia 04/12.”
A entidade criticou a falta de coordenação e disse que não foi consultada sobre o movimento.
2. CNTA não reconhece a convocação
A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), uma das maiores do país, também negou envolvimento e declarou não ter sido informada da mobilização.
3. Lideranças históricas alertam para risco de politização
Wallace Landim, o “Chorão”, figura de destaque na greve de 2018, afirmou que não apoia o ato e criticou tentativas de usar a categoria para fins políticos.
4. Setor de transporte de cargas vê pouca adesão
Profissionais e associações regionais apontam que não há ambiente para uma greve nacional, especialmente pela ausência de diálogo unificado na categoria e pelo impacto econômico que uma paralisação sem articulação poderia causar.
Clima interno é de divisão; adesão real ainda é incerta
A convocação tem mobilizado parte da base, especialmente grupos organizados nas redes sociais, mas não há confirmação de adesão em larga escala. A falta de participação das federações e confederações mais representativas põe em dúvida a realização de uma paralisação significativa.
Especialistas do setor avaliam que, sem alinhamento institucional, o movimento tende a se concentrar em atos pontuais — com baixa chance de paralisação nacional como a de 2018.
Impactos possíveis
Mesmo sem confirmação ampla, o alerta foi aceso nos setores de logística e transporte, que monitoram a situação por precaução. Governos estaduais e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) também estão em atenção preventiva para evitar bloqueios irregulares de vias.
Situação segue em atualização
Até o momento, há um chamado formalizado, mas sem consenso ou adesão oficial da categoria. A redação segue acompanhando posicionamentos de entidades, atualizações das autoridades e possíveis impactos nas estradas do país.
Foto: Thomaz Silva/Agência Brasil
Karen Santiago
Um homem de 40 anos morreu na manhã desta terça-feira (2) após se afogar na piscina do Centro Esportivo Ibirapuera, também conhecido como Mané Garrincha, no bairro de Indianópolis, Zona Sul de São Paulo.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a vítima sofreu uma parada cardiorrespiratória dentro da piscina. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e dos próprios bombeiros foram acionadas para o atendimento emergencial, mas o homem não resistiu.
Imagens aéreas registraram a movimentação de socorristas e a presença de ambulâncias dentro do complexo esportivo, que é administrado pela Prefeitura de São Paulo e integra a estrutura da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (SEME).
Até a última atualização, não haviam sido divulgadas informações sobre as circunstâncias que levaram ao afogamento, nem a identidade da vítima. A Polícia Civil deve investigar o caso.
Foto G1
Karen Santiago
Um suspeito morreu após ser baleado durante uma intervenção policial na Brasilândia, zona norte de São Paulo, no último domingo (30/11). Ele foi socorrido ao Hospital Vila Nova Cachoeirinha, mas não resistiu ao ferimento.
Imagens de uma câmera de segurança, registradas na Rua Berenice, mostram o momento em que uma viatura da Polícia Militar trafegava pela Rua Vitória Régia e é atingida frontalmente por uma motocicleta ocupada por dois homens.
Após a batida, os suspeitos caem no chão e correm em sentidos opostos. O que fugiu para a Rua Berenice acabou sendo baleado pelo policial e caiu, deixando cair também uma arma que carregava. O segundo suspeito conseguiu escapar e segue sendo procurado.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), foi apreendida com o suspeito uma pistola calibre .380 com numeração raspada. A arma do policial responsável pelo disparo também foi recolhida para perícia, como determina o protocolo.
O caso foi registrado no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) como morte decorrente de intervenção policial e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido.
Karen Santiago
