Karen Santiago
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Karen Santiago
O Instituto Médico Legal (IML) confirmou oficialmente que o corpo encontrado em uma área de mata é do policial militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, que estava desaparecido desde a semana passada.
Com exclusividade, a reportagem apurou que o corpo do policial apresentava indícios de violência, como mãos amarradas, ferimento de grande extensão na região do crânio e sinais de que a vítima teria sido mantida com um capuz na cabeça. Ainda conforme informações preliminares, o crime pode ter envolvido asfixia por torniquete.
A identificação foi realizada por meio de exame de impressões digitais, já que não foi possível o reconhecimento visual imediato. O corpo foi localizado em um sítio no bairro Cipó, em Embu-Guaçu, na Região Metropolitana de São Paulo.
Durante coletiva de imprensa realizada no último domingo (11), o delegado titular do caso, Dr. Vitor Santos de Jesus, afirmou que a investigação aponta que o PM foi vítima de uma emboscada, após um desentendimento ocorrido no bairro Horizonte Azul, na zona sul de São Paulo.
Segundo o delegado, o policial teria sido levado a um local dominado pelo crime, onde ocorreu um julgamento sumário, prática atribuída a grupos criminosos. Quatro criminosos estão presos e ao menos mais quatro pessoas devem ser detidas em breve pela participação no crime brutal.
Exclusivo
Com exclusividade, a reportagem apurou que o corpo do policial apresentava indícios de violência, como mãos amarradas, ferimento de grande extensão na região do crânio e sinais de que a vítima teria sido mantida com um capuz na cabeça. Ainda conforme informações preliminares, o crime pode ter envolvido asfixia por torniquete.
A confirmação será feita por um laudo do médico-legista, que deverá apontar a causa da morte e esclarecer as circunstâncias do crime.
A investigação também relembra que o veículo da vítima, um Ford Ka, foi encontrado completamente carbonizado por volta das 16h de quinta-feira (8/1), em uma área de mata no bairro da Lagoa. Dias depois, as buscas levaram à localização do corpo em Embu-Guaçu.
O caso segue sob investigação, e novas informações devem ser divulgadas conforme o avanço das apurações.
O sepultamento do policial deve ocorrer no Cemitério das Cerejeiras, no Jardim Ângela, zona sul da capital.
Karen Santiago
A Polícia Civil prendeu, na última terça-feira (20), o sexto suspeito de envolvimento na morte do policial militar Fabrício Gomes de Santana. O preso foi identificado como Gilvan, de 56 anos, apontado pela investigação como participante da tortura e do homicídio do policial. Segundo a Polícia Civil, ele é o dono do bar onde o PM teria se envolvido em uma discussão com um suposto traficante, episódio que antecedeu o crime.
De acordo com os investigadores, Gilvan também é proprietário da residência onde o policial teria sido mantido em cárcere privado antes de ser executado. A Polícia Civil confirmou que a perícia complementar com uso de luminol realizada em imóveis ligados à execução do policial militar Fabrício Gomes de Santana apontou resultado positivo para sangue humano. As amostras foram encaminhadas para exames de DNA, que devem confirmar se o material genético pertence ao PM.
Prisão ocorreu no Jardim Horizonte Azul
A prisão foi realizada no Jardim Horizonte Azul, na zona sul da capital paulista, em cumprimento a mandado judicial. Durante a ação policial, o suspeito tentou fugir, mas acabou detido.
Após a prisão, ele foi encaminhado ao Distrito Policial Central de Itapecerica da Serra, onde permaneceu à disposição da Justiça. Gilvan segue preso temporariamente.
Crime teria sido motivado por desentendimento
Segundo a linha investigativa, o policial militar foi retirado do bar após um desentendimento e levado a casa de Gilvan, onde teria sido submetido a um julgamento sumário, prática conhecida como “Tribunal do Crime”.
O corpo do PM foi localizado no dia 11 de janeiro, enterrado em um sítio no bairro Cipó, em Embu-Guaçu, após buscas com cães farejadores. O carro da vítima foi encontrado carbonizado, no bairro Lagoa, dia 8/1, em Itapecerica da Serra.
A reportagem do Click Regional apurou com exclusividade que o corpo apresentava sinais de violência extrema, e exames periciais seguem em andamento para esclarecer a dinâmica completa do crime e a causa da morte.
Investigação segue em andamento
Com a prisão de Gilvan Soares da Silva, seis pessoas estão presas até o momento no âmbito da investigação. Além delas, há outros investigados com mandados de prisão temporária expedidos, que ainda não foram cumpridos.
A Polícia Civil informou que as diligências continuam e que novas prisões devem ser cumpridas nos próximos dias, conforme o avanço da apuração e a conclusão dos laudos técnicos.
Karen Santiago
