O caso que mobilizou forças de segurança e causou forte repercussão em Itapecerica da Serra ganhou novos desdobramentos após a conclusão do inquérito policial. Além de admitir que inventou o suposto sequestro seguido de abuso sexual, a mulher não indicou ninguém como suspeito durante a investigação. A reportagem do Click Regional teve acesso, com exclusividade, a imagens de câmeras de segurança que reforçam as contradições no relato inicial.
Os vídeos mostram a mulher chegando a um posto de gasolina na madrugada do dia 29 de dezembro — mesma data em que teria ocorrido o suposto crime na rotatória da rodovia Armando Sales [sentido Lagoa], pouco antes das imagens. O estupro teria ocorrido em estrada de terra no Potuverá.
Nas gravações, ela desce do carro sozinha, caminha até a loja de conveniência e compra bebidas alcoólicas. Em nenhum momento aparenta estar sob ameaça, coagida ou acompanhada por terceiros. O comportamento registrado também não indica a presença de criminosos dentro do veículo, como havia sido relatado inicialmente.
Outro ponto que chamou a atenção durante a apuração é que o dinheiro que estaria com a mulher na ocasião não foi localizado.
Como já havia sido revelado, laudos periciais não identificaram qualquer indício de violência sexual ou sinais compatíveis com abuso. Diante das evidências, a própria mulher voltou atrás e afirmou que não sofreu nenhum tipo de violência, admitindo que criou a história. A informação foi confirmada pelo delegado titular, Vitor Santos de Jesus.
A motivação para a falsa comunicação não foi esclarecida durante o depoimento.
Com a conclusão das investigações, o inquérito foi encaminhado à Justiça. O caso pode ser enquadrado no crime de falsa comunicação, previsto no Código Penal, que trata de acionar autoridades para apurar um fato que não ocorreu.
Um empresário de 62 anos, identificado como Donizete Aparecido Alexandre de Souza, foi morto na manhã desta segunda-feira (13), em uma área próxima ao aterro sanitário municipal de Embu das Artes, na Grande São Paulo.
De acordo com informações apuradas, o crime ocorreu por volta das 7h30. A vítima estaria conversando com a irmã quando dois homens em uma motocicleta se aproximaram.
Ainda segundo os relatos iniciais, os suspeitos teriam questionado o empresário sobre uma arma. Em seguida, após pegarem o objeto no veículo da vítima, mandaram a familiar se afastar. Na sequência, o empresário foi atingido e não resistiu. Após a ação, os suspeitos fugiram.
Equipes da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal foram acionadas e atenderam a ocorrência. Câmeras de segurança da região devem auxiliar na identificação dos envolvidos. O caso é investigado pela Polícia Civil.
Após a repercussão, a Prefeitura de Embu das Artes divulgou nota oficial para esclarecer informações que circulavam nas redes sociais. Segundo o comunicado, não procede a informação de que o empresário seria proprietário de empresa responsável pela coleta de lixo no município ou que estivesse participando de processos licitatórios nesse setor.
A administração municipal informou ainda que o empresário prestava serviços à Prefeitura por meio da locação de equipamentos, sem vínculo com contratos de coleta de resíduos.
A Prefeitura também declarou que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações e manifestou solidariedade aos familiares e amigos.
A Câmara Municipal de Taboão da Serra aprovou por unanimidade, na sessão desta terça-feira (14), quatro projetos de lei encaminhados pelo prefeito Daniel Bogalho que impactam diretamente o funcionalismo público e a área de segurança no município.
As propostas tratam da ampliação de benefícios para profissionais da saúde, além da criação da Ouvidoria da Guarda Civil Municipal, reestruturação da Corregedoria da corporação e implantação do Fundo Municipal de Segurança Pública.
Segundo o presidente da Câmara, Carlinhos do Leme, a aprovação unânime reforça o compromisso do Legislativo com pautas consideradas estratégicas para a cidade.
“Os vereadores demonstraram responsabilidade ao aprovar projetos importantes. São iniciativas que valorizam os servidores, especialmente da saúde, e fortalecem a segurança pública do município”, afirmou.
Ele destacou ainda que as medidas são estruturantes e devem refletir diretamente na qualidade dos serviços oferecidos à população. “A criação da Ouvidoria, o fortalecimento da Corregedoria e o Fundo de Segurança representam avanços importantes em transparência, eficiência e investimento”, completou.
Valorização dos profissionais da saúde
Um dos projetos aprovados prevê mudanças em leis complementares para ampliar a gratificação por desempenho dos servidores da saúde, podendo chegar a até 40% sobre o salário-base.
A medida contempla categorias como enfermeiros, técnicos de enfermagem, médicos, fisioterapeutas e odontólogos, incluindo também médicos da família. O texto garante o pagamento do benefício a servidores municipalizados e contratados.
Outro ponto é a criação do cargo de técnico em radiologia, com remuneração equivalente a dois salários mínimos federais.
Ouvidoria da GCM
Também foi aprovada a criação da Ouvidoria Pública da Guarda Civil Municipal, que atuará como um canal direto entre a população e a corporação.
O órgão terá autonomia para receber denúncias, sugestões e reclamações, além de acompanhar demandas e propor melhorias nos serviços prestados, ampliando a transparência e a participação popular.
Corregedoria com mais autonomia
Outro projeto aprovado reestrutura a Corregedoria da Guarda Civil Municipal, que passa a ter maior independência para atuar na apuração de infrações disciplinares.
A nova estrutura prevê a realização de investigações, auditorias e fiscalização interna, com foco no fortalecimento dos mecanismos de controle e na melhoria da atuação da corporação.
Fundo de Segurança Pública
Fechando o pacote, os vereadores aprovaram a criação do Fundo Municipal de Segurança Pública.
O fundo será destinado ao financiamento de ações, programas e investimentos na área, incluindo aquisição de equipamentos, tecnologia, capacitação de agentes, iluminação pública e projetos de prevenção à violência.
A medida também abre possibilidade para parcerias com os governos estadual e federal, ampliando a captação de recursos para o setor.
Texto com informações e fotos Leandro Barreira / CMTS
O morador do bairro Santa Júlia, Alisson Oliveira de Jesus, de 40 anos, foi morto com um tiro na cabeça ao tentar impedir um assalto por volta das 23h de quinta-feira (16), na Rua Margaridas Amarelas, no bairro Vila Calu, Zona Sul de São Paulo, na divisa com Itapecerica da Serra.
De acordo com informações apuradas, a vítima estava em seu carro quando presenciou dois criminosos em uma motocicleta tentando assaltar um entregador, que também estava em uma moto. O trabalhador conseguiu fugir, mas passou a ser perseguido pelos suspeitos.
Diante da situação, o motorista tentou intervir e jogou o veículo contra os criminosos, atingindo a motocicleta e arremessando os suspeitos contra um muro. Com o impacto, a moto ficou presa debaixo do carro da vítima, e o veículo ainda atravessou parcialmente a estrutura, chegando a invadir um bar que ficava do outro lado.
Mesmo após a colisão, os suspeitos tentaram retirar a motocicleta para fugir, mas não conseguiram. Em seguida, se levantaram e atiraram na cabeça do motorista. Após o disparo, fugiram a pé. O entregador não ficou ferido.
A vítima trabalhava em uma mineradora, era natural de Minas Gerais e havia se mudado para a região há cerca de um ano. Atualmente, morava no bairro Santa Júlia, em Itapecerica da Serra, e deixa duas filhas.
O caso foi registrado no 47º Distrito Policial de Capão Redondo, que ficará responsável pela investigação. Até o momento, ninguém foi preso.